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26 de julho de 2009

O alentejano mais pobre da aldeia


 


 





 
 
O alentejano mais pobre da aldeia só tinha uma bicicleta, mas um dia aparece no Café Central com um descapotável. Admirados, perguntam os conterrâneos:

'Atão cumpadri, onde arranjou esse carrinho?'
 
 

 
'Nem calculam! Na estrada vi uma moça, por acaso bem jeitosa, a chorar e
perguntê 'o que é que se passa?' Atão ela disse-me 'veja lá, um carrinho
tão novo e já avariado!'. Atão, abri o motor, liguê dois fios e pronto! O
carro estava arranjado. Atão ela puxou-me para trás de um chaparro,
despiu-se toda e disse-me 'para pagar o trabalho que o senhor teve, faça o
que  quiser!'. E eu fiz o que quis, meti-me no carro e abalê com ele.'
 
 

 
Em coro, respondem os outros:
'E vossemecê fez muito bem. De certeza que a roupa também nã lhe servia...'
 
 
 

 







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O alentejano mais pobre da aldeia só tinha uma bicicleta, mas um dia aparece no Café Central com um descapotável. Admirados, perguntam os conterrâneos:

'Atão cumpadri, onde arranjou esse carrinho?'

'Nem calculam! Na estrada vi uma moça, por acaso bem jeitosa, a chorar e perguntê 'o que é que se passa?' Atão ela disse-me 'veja lá, um carrinho tão novo e já avariado!'. Atão, abri o motor, liguê dois fios e pronto! O carro estava arranjado. Atão ela puxou-me para trás de um chaparro, despiu-se toda e disse-me 'para pagar o trabalho que o senhor teve, faça o que  quiser!'. E eu fiz o que quis, meti-me no carro e abalê com ele.'

Em coro, respondem os outros:

'E vossemecê fez muito bem. De certeza que a roupa também nã lhe servia...'

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