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9 de julho de 2011

Diálogo de Colbert e Mazarino


DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MAZARINO

Tremendamente actual.....

EM 1661!!!!!!!!!!! 

  
DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MAZARINO DURANTE O REINADO DE LUíS XIV

Colbert foi ministro de Estado e da economia do rei Luiz XIV.
Mazarino era cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Notável coleccionador de arte e jóias, particularmente diamantes, deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris.
 
O diálogo:
 
Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível.

Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...
 
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.

Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se...  Todos os Estados o fazem!
 
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro.

E como é que havemos de o obter se já criamos todos os impostos imagináveis?
 
Mazarino: Criam-se outros.
 
Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
 
Mazarino: Sim, é impossível.
 
Colbert: E então os ricos?
 
Mazarino: Sobre os ricos também não. Eles deixariam de gastar. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.



Colbert: Então como havemos de fazer?
 
Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.

 

 

P.S.: De repente até parece uma anedota. Mas no fim, bem se vê que não. É a mais pura das realidades!

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