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11 de outubro de 2005

Dia do Banho do Padre João

Era sábado, dia do banho do padre João.

A jovem irmã Madalena já havia preparado a água e as toalhas, exatamente do jeito que o velho padre gostava. Irmã Madalena foi também instruída para não olhar para o corpo nu do padre, e fazer apenas o que ele lhe pedisse.

E rezasse...

Na manhã seguinte, a madre superiora perguntou à irmã Madalena se o banho de sábado havia corrido bem.

- Ah, madre - disse irmã Madalena - eu fui salva!

- Salva? Como assim? - perguntou a madre superiora.

- Bom, quando o padre João estava todo ensaboado, ele me pediu para enxaguá-lo.

Enquanto eu estava tirando o sabão, ele guiou minha mão para o meio das suas pernas, onde ele disse que Deus guarda as chaves do paraíso.

Então, ele disse que se aquela chave coubesse em minha fechadura, os portões do paraíso se abririam para mim e eu teria a salvação e a paz eterna.

Nisso, o padre João colocou a chave do paraíso na minha fechadura.

Primeiro foi uma dor horrível, mas o padre disse que o caminho da salvação é mesmo doloroso, e que a glória do senhor iria encher o meu coração de êxtase.

Assim, eu fui salva!

- Safado!!! - berrou, furiosa, a madre superiora - Há mais de trinta anos ele me diz que aquilo é apito de chamar anjo...

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