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24 de março de 2007

Toda produzida para ir ao Ginecologista...

Numa estação de radio canadiana, dão um prémio de U$1.000 a U$5.000 dólares à pessoa que contar um facto verdadeiro e que tenha ocasionado um verdadeiro embaraço, daqueles que nos fazem querer enfiar-nos pelo chão abaixo.

Esta história recebeu o premio de 5.000 dólares.

Narração:

"Com consulta marcada no ginecologista para essa semana, ficaram de me avisar o dia e a hora.

Logo pela manhã, recebo um telefonema da secretária do consultório, informando que a minha consulta estava marcada pela manhã, as 9h30.

Tinha acabado de tomar café com meu marido e as crianças, iniciando meus afazeres. Eram precisamente 08h45.

Fiquei em pânico, não tinha um minuto a perder. Tenho a certeza de que sou igual a todas as mulheres e que temos, todas, muito cuidado e uma particular atenção com a nossa higiene pessoal, principalmente quando vamos ao ginecologista, mas, desta vez, eu nem sequer tive tempo de tomar um duche. Subi as escadas correndo, tirei o pijama, agarrei uma toalhinha lavada e dobrada que estava em cima da borda da banheira, desdobrei-a e molhei-a passando-a depois, com todo o cuidado, pelas partes íntimas, para ter a certeza de que ficaria o mais limpa possível. Coloquei a toalhinha no saco da roupa suja, vesti-me e voei para o consultório. Estava na sala de espera, sentada por alguns minutos, quando me chamaram para fazer o exame.

Como já sei o procedimento, deitei-me sem ajuda na maca e tentei, como sempre faço, imaginar-me muito longe dali, num lugar assim como nas Ilhas das Caraíbas, ou em qualquer outro lugar lindo, e pelo menos, a 10.000 km daquela mesa. Fiquei muito surpreendida quando o meu médico me falou:

- Uh, la, la! Hoje você fez um esforço surpreendente para se arrumar, hein, ficou toda bonita! Bem produzida!

Não recebi muito bem o elogio, mas não respondi e estranhei muito a observação do meu ginecologista. Fui para casa tranquila e o resto do dia desenrolou-se normalmente. Fui ao mercado, preparei o almoço, tive tempo de ler uma revista, etc. Depois da escola, já terminadas as suas tarefas, minha filha de 9 anos estava querendo ir brincar com a filha da vizinha e gritou do banheiro:

- Mãe! Onde está a minha toalhinha?

Gritei de volta que tirasse uma do armário. O comentário do médico martelava na minha cabeca, sem descanso, e a minha filhinha disse-me só isto:

- Não, mãe, eu não quero uma toalhinha do armário; quero aquela que estava dobrada na borda da banheira. Foi nela que eu deixei todas as minhas purpurinas e as estrelinhas douradas!

1 comentário:

Rita disse...

A isto é que se chama uma PopStar...