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20 de agosto de 2004

A Nau da Punheta

Lá vem a nau da punheta
Que tem muito que contar
Ouvi-de agora senhores
Uma história de pasmar

Passava mais de ano e dia
Que iam na volta do mar
Já não tinham que comer
Nem força para se esporrar

Puseram a picha de molho
Para o outro dia jantar
Mas a picha era tão rija
Que não a puderam tragar

Deitaram sortes à aventura
Qual a havia de gramar
Logo foi sair a sorte
Ao velho capitão Pascal

Sobe, sobe, marujinho
Àquele mastro real
Vê se vês uma cona ao longe
Para eu não ter que no cu levar

Não vejo cona nenhuma
No cu vais ter que levar
Vejo 7 matulões
Que te querem enrabar

Acima, acima, gajeiro
Acima à verga real
Que o meu cu é tão pequeno
Para aguentar tal cabedal

Não importa, é o que há
Disseram-lhe os matulões
E dito isto avançaram
Com um lacinho nos colhões

Ai! Tenho a vida perdida
Tenho o cu despedaçado
Tenho a minha alma fodida
Porque já fui enrabado

Mas, pensando agora bem
Até que isto não foi mau
Vou arranjar um gestor
Que me dê com o pau !

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